Entregas · Brasil · 12 de junho de 2026
Como as cidades reorganizam a entrega sem parar o pedido
Microhubs, regras para apps, entregadores autônomos e pressão por entrega em menos de uma hora: o Despacho acompanha as decisões que definem custo, prazo e segurança nas ruas brasileiras.
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Plataformas
Capitais avançam em regras para apps de entrega: o que muda para restaurantes e entregadores
Projetos em São Paulo, Recife e Curitiba preveem cadastro de entregadores, limites de área e multas por cancelamento abusivo. Operadores avaliam impacto no tempo de rota.
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Operações de Entrega
Microhubs urbanos reduzem custo por pacote, mas dependem de zoneamento municipal
Redes de varejo testam pontos de consolidação em bairros centrais. Economia de até 18% no quilômetro rodado esbarra em licenciamento e restrição de carga e descarga.
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Última Milha
Entregadores autônomos e previdência: lacunas que o mercado ainda não fechou
Pesquisa com 620 trabalhadores em cinco capitais mostra que menos de um terço contribui regularmente. Propostas de previdência complementar dividem associações e plataformas.
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E-commerce
Dark stores e frota elétrica: investimento alto, ganho em quilômetro urbano
Operadores de quick commerce relatam payback de três a cinco anos em bicicletas e motos elétricas, mas enfrentam infraestrutura de recarga irregular fora do eixo Paulista.
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Mobilidade Urbana
Encomendas internacionais: remessa conforme e o gargalo nos Correios
Volume de pacotes de compras no exterior cresceu 22% no primeiro trimestre. Despacho postal e fiscalização na origem ainda geram filas em Guarulhos e Curitiba.
Por que o Despacho existe
O Brasil processa mais de dois bilhões de entregas de e-commerce por ano, segundo estimativas do setor logístico, e esse número não inclui refeições, farmácias nem corridas de aplicativo. Cada pedido depende de decisões municipais sobre trânsito, de contratos entre restaurantes e plataformas, de rotas desenhadas em algoritmos e de trabalhadores que percorrem avenidas em horários de pico. A cobertura jornalística costuma fragmentar esse ecossistema: tecnologia de um lado, mobilidade de outro, trabalho em um terceiro.
O Despacho reúne essas frentes em um editorial único. Não somos marketplace, comparador de frete nem blog patrocinado por operador logístico. Publicamos reportagens de apuração, dados de custo por pacote, entrevistas com gestores de fulfillment e análise de projetos de lei que afetam entregadores e comerciantes.
Nossa redação opera a partir de São Paulo e Belo Horizonte, com correspondentes em Recife e Porto Alegre. Priorizamos temas verificáveis: editais de licitação para hub urbano, atas de audiências públicas, balanços de redes de varejo com linha dedicada a logística. Quando citamos plataformas ou transportadoras, indicamos a fonte e o contexto da conversa.
Em 2026, concentramos esforços em três eixos: a regulação municipal de entregas por aplicativo e seus efeitos sobre tempo de entrega; a expansão de microhubs e dark stores em bairros densos; e as condições de trabalho e previdência de entregadores autônomos, tema que atravessa debates no Congresso e nas prefeituras.
Não aceitamos patrocínio de plataformas de entrega, operadores logísticos ou fabricantes de veículos. Correções são publicadas com nota visível — consulte nossa política editorial para entender o processo de revisão factual.
Se você gerencia operações, trabalha como entregador ou representa comércio local e tem informação que merece escrutínio editorial — não release institucional —, escreva para [email protected]. Avaliamos cada proposta pelo mesmo critério: relevância pública e possibilidade de verificação independente.